Desde 2020, com a pandemia de COVID-19, seguida pela invasão russa à Ucrânia em 2022, o mundo se deparou com mudanças radicais nas relações internacionais: à invasão russa, se seguiu guerra em Gaza, crescente desdolarização do mercado global, o renascimento dos BRICS e o fortalecimento do protecionismo dos Estados Unidos, com a imposição impensável de tarifas de 50% - tudo isso culminando na presente invasão da Venezuela e captura de seu líder autoritário, em julgamento nos tribunais estadunidenses sob acusação de narcotráfico.
Diante de notícias tão avassaladoras, e de um crescente fechamento de mercados, que passam a ser extremamente nacionalistas e voltados à proteção da economia interna, talvez o seu projeto de internacionalização fique mais tímido, mais encabulado. E não sem razão. Segundo as previsões da Organização Mundial do Comércio (OMC), o comércio global de mercadorias pode ter sofrido uma redução de 0,2% a 1,5% em 2025, devido às tensões comerciais. Enquanto a UE travou a ratificação do acordo comercial com o Mercosul diante de protestos internos, a China impôs tarifas de 55% sobre carne bovina exportada do Brasil, aumentando os desafios de exportação brasileira.
No entanto, o mercado de software - particularmente o SaaS - funciona de forma bem diferente do de produtos primários e hardwares, que cruzam uma fronteira física e, portanto, podem ser taxados e embargados na alfândega. Assim, sanções comerciais clássicas (tarifas, cotas, inspeções) quase não se aplicam. A abordagem - e as restrições - ao software são diferentes: os impedimentos à entrada em um país estrangeiro geralmente se dá quando há percepção de riscos de espionagem ou de instrumentalização da influência estrangeira. É o que acontece quando apps russos e chineses são bloqueados por países ocidentais, e vice-versa.
No mesmo globo em que conflitos geopolíticos e nacionalismos se agravam e se extremam, a inteligência artificial se torna indispensável, sendo a corrida tecnológica e os avanços de software protagonistas. Nesse sentido, por mais instável que a economia internacional - e o sistema internacional como um todo - esteja, os Estados e as empresas estão investindo mais que nunca em desenvolvimento tecnológico. Aproveitar esse momento, e conseguir enxergar que os protecionismos não são necessariamente um impedimento para a internacionalização do seu produto e serviço, são chave.
Nós, da Global Pass, continuamos acreditando que o mundo se torna um lugar melhor quando há menos barreiras entre pessoas, instituições e negócios. Por isso, a nossa missão é precisamente apoiar empresas e empreendedores que desejam escalar seus negócios mundo afora.
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